Portfolio: Revista Metrópole

Matéria – Revista Metróple
Edição: Julho/07

Público Acadêmico - UniRadial


Tradição e Qualidade servidos na Esquina
Por Fernanda Ferreira

"Um antigo balcão de madeira, chopeiras gigantes, casa cheia, em som ambiente:
Desce mais um chopp, canapé e bolinho de bacalhau! Seja bem vindo ao Bar Léo!"
Foto: Fernanda Ferreira

Meados dos anos 40, no centro de São Paulo é inaugurado o estabelecimento sem nome e placa que conquistou e ainda conquista uma fiel clientela.

Ponto de encontro de alemães, suecos e até delegados conceituados: Paulo Pestana, Franco do Amaral e Moraes Neves. Em uma das etiquetas do bar, não permitia a presença de “damas”, pois nos “casarões” das proximidades habitavam “mulheres de vida fácil”.

Apesar de ser tradicional, ao longo desses 66 anos de história, mudaram algumas regras: o perfil dos clientes era terno e gravata hoje está liberado, inclusive a entrada feminina, porém o nível continua sendo de pessoas selecionadas.

Quem faz parte da história...
Olhos miúdos, rosto cansado e simpatia são algumas das características de Luis de Oliveira, 85 anos, que trabalha há 44 anos no Bar Léo.

Foto: Fernanda Ferreira

Tudo começou no balcão, conhecido pelos famosos canapés, atualmente ele está no atendimento aos clientes na entrada da casa. Apesar de fechar cedo, o bar conquista os seus clientes pela qualidade no atendimento.


Cartão Postal
Queijo parmesão, bolinho de bacalhau, canapés, principalmente o hackpeter feito de carne crua, entre outros, fazem parte do cardápio que pode ser degustado com o entitulado “melhor chopp da cidade”.

O segredo do título? “O chopp tem que ser caprichado, aqui mantém essa tradição. Chopp novo, bem tirado e não tem nada de sobrar, aproveitar, joga fora! Por isso que aqui o chopp é bom”.Comenta, Sr. Luís de Oliveira.

O chopeiro oficial Joaquim Fernando Lopes, 44 anos, trabalha há 17 anos no Léo . Com 5 cm de um cremoso colarinho e temperatura 0ºC, no verão é servido aproximadamente 2800 chopps (por dia), caindo no inverno para 1000 chopps.

Foto: Fernanda Ferreira

Com colarinho ou sem?
Segundo as pérolas do Bar Léo para quem prefere chopp sem colarinho: "Aqui o chopp é assim, se você não gosta não tem problema, na padaria vende cerveja sem colarinho, basta atravessar a rua".

De origem francesa, o chopp é um tipo de cerveja muito conhecido no Brasil. Segundo os mestres cervejeiros, ele deve ser servido gelado, mas não a ponto de prejudicar a degustação. Aceito por uns e evitados por outros, o colarinho é um importante componente da bebida, devendo possuir a medida de três dedos, ou três centímetros, impossibilitando a interferência do calor em sua temperatura, agindo como isolante térmico entre o calor do ambiente e o frescor da bebida. A espuma é composta por partículas de bebidas intercaladas por gás carbônico (CO2) que tem as propriedades que evitam que o chopp esquente rapidamente.

Falamos de canapé, bolinho de bacalhau, entre esses e outros do cardápio corinthiano de Hermes da Rosa é o que faz com que esse botequim simples na rua Aurora está a 66 anos servindo qualidade aos seus clientes.

Ficou com água na boca? Vale a pena conferir só não esqueça do horário porque para quem insistir em ficar mais um pouco...

"Vocês não têm família? Vão pra casa!".

Serviços:
Bar Léo
Rua. Aurora, 100 – Tel: (11) 3221-0247.
Horário: Seg. à sexta: das 11h as 20H30 e sábado: das 10h45 às 16h.











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